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ITABUNA GANHA ACADEMIA DE LETRAS


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Um sonho de muitas décadas está se concretizando com a criação no último dia 4 de abril da AGRAL – Academia Grapiúna de Letras, que objetiva o cultivo da língua e da literatura brasileiras, a preservação da memória cultural nacional, especialmente de Itabuna e da região, além de amparar e estimular as manifestações culturais, inclusive nas áreas das ciências e das artes.
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Os onze fundadores da nova instituição se reuniram para votar e aprovar as primeiras deliberações de uma pauta que incluiu exame das propostas de estatutos e regimento interno, escolha da primeira diretoria, deliberação sobre jóia e mensalidades e votação para a escolha dos 40 patronos da academia.

Diretoria – Por voto secreto, como determina o estatuto, foram escolhidos para um mandato de dois anos os seguintes membros: Presidente – Ivann Krebs Montenegro (Cadeira 10- Patrono: Telmo Padilha), Vice-Presidente – Vercil Rodrigues (Cadeira 5-Patrono: Milton Santos), Secretários – Washington Cerqueira (Cadeira 3- Francolino Neto) e Carlos Eduardo Passos (Cadeira 12- Nestor Passos), Tesoureiros – Antônio Costa (Cadeira 8- José Haroldo Castro Vieira) e Jorge Carrilho (Cadeira 7- Euclides Neto), Diretor de Relações Públicas – Marcos Bandeira (Cadeira 11- Ruy Barbosa), Diretor de Eventos – Ramiro Aquino (Cadeira 9- José Bastos), Diretor de Arquivo – Antônio Laranjeiras (Cadeira 1- Jorge Amado), Diretor de Biblioteca – José Carlos Oliveira (Cadeira 4- Castro Alves) e Diretor da Revista – Ruy Povoas (Cadeira 6-Valdelice Pinheiro).
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O Patrono da Academia Grapiúna de Letras é o escritor Jorge Amado, numa homenagem ao grande nome da literatura regional e brasileira, reconhecido mundialmente.
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Próximos passos – Informa o presidente eleito Ivann Montenegro que “o primeiro grande passo já foi dado e na próxima reunião, que será realizada em data a ser confirmada, na sede do Rotary Itabuna Sul, gentilmente cedida pelo clube de serviço, vamos anunciar as medidas de ordem burocrática que estamos adotando, como registro da entidade, da ata de eleição, criação da logomarca e do site da AGRAL.

12 respostas para “ITABUNA GANHA ACADEMIA DE LETRAS”

  • Herculano Cruz says:

    Acho válida o lançamento da Academia, embora metade dos que a fundam, a afundam, pois não tem nem cultura nem moral para isso. E tem mais, só entrou gente “da sociedade”, muitos com escrituras medíocres. Cadê a cadeira de Firmino Rocha, de Adonias Filho, de Sosígenes Costa, de Minelvino Silva e de tantos outros? E não convidaram Ramon Vane, Genny Xavier, Cyro de Mattos, Tica Simões, Henrique Simões, Ritinha Dantas, Antônio Júnior e tantos outros? Essa Academia nasceu mal, muito mal. Vergonha.

  • vercil Rodrigues says:

    Prezado Herculano

    As pessoas que aparecem na matéria são os fundantes e seus respectivos patronos, como você pode acompanhar na matéria serão 40 membros e 40 patronos, portanto ainda falta completar a lista com 29 pensantes/atuantes acadêmicos e as pessoas as quais você declina os nomes, estã indicadas para concorrem em momento oportuno as vagas citadas.

    Quanto ao ataque gratuito, é sempre assim as pessoas não fazem nada e quando outras fazem são objetos de criticas sem embassamento consistente e desinformados.

    Att

    Vercil Rodrigues – Vice-Presidente da Agral

  • intelectual says:

    Acho que Itabuna merece uma Academia de Letras, afinal o que não falta na cidade é gente inteligente.
    Espero que convidem Ary Quados Teixeira uma sumidade na língua Portuguesa, a também professora Helena Targino, a professora Agenilda e muita gente boa que tem por aí.

  • PARABÉNS!!!!! says:

    Fico feliz pela criação da Academia Grapiúna de Letras… Nossa região está mesmo carente de cultura,valorização de nossa linguística e de grandes obras literárias… Desejo a todos os componentes muito sucesso e, creio que o maior sucesso foi de todos nós que compomos a grande região do sul da Bahia. Aproveito a oportunidade para parabenizar meu colega particular o Dr. Vercil Rodrigues por seu esforço que é sem medida e, presente sempre em todos os momentos.
    Grande abraço…..

    Bel. Gilson de Oliveira Santos – Ibirataia-Bahia

  • Demagogia. says:

    Vejo nessa foto, pessoas que não têm nada a ver com a história de Itabuna.

    Lamentável!!!

  • ZE says:

    Grande palhacada desse povo sem o que fazer, se Machado de Assis fosse vivo, com certeza escreveria algum conto sobre essa tolice desses burgueses, uma cidade totalmente entregue `as tracas, governada por um prefeito ridiculo, receheada de escandalos, falcatruas, desvios, criminalidade nas alturas, e ainda me vem, esse grupo de tolos, querer mascarar a realidade, criando uma academia de letras, pelo simples fatos de obter um titulo de fundador. SAO OS FAMOSOS MEDALHOES, que Machado tao bem descreveu. Leiam TEORIA DO MEDALHAO- Machado de Assis, eh o puro retrato da nossa sociedade.

  • Espera-se que a AGRAL não esqueça de fazer as devidas homenagens e conceda cadeiras póstumas aos grandes literatos grapiúnas que já não estão entre nós. Entre esses, nossa queridíssima poetisa e filósofa Valdelice Soares Pinheiro.

  • vercil Rodrigues says:

    Prezado Dr. Gilson (Ibirataia)

    Agradeço a geenosas palavras.

    Quanto “gato comeu”, a poetisa e filósofa Valdelice Pinheiro é patrono da Cadeira nº 06 que tem o acadêmico Ruy Póvoas.

    “Intelectual”, Ary Quados Teixeira , a também Professora Helena Targino, a professora Agenilda e estão concorrendo junto com mais 180 intelectuais as 29 Cadeiras restantes.

    “Herculano”, bem como Ramon Vane, Genny Xavier, Cyro de Mattos, Tica Simões, Henrique Simões, Ritinha Dantas, Antônio Júnior que falou Herculano.

    Att

    Vercil Rodrigues – Vice-presidente da AGRAL

  • Afonso Dantas says:

    Caro Vercil,
    embora muitos não concordem com os nomes da Academia – nunca haverá unanimidade – é preciso que alguém tome a iniciativa para que seja fundada. Parabéns pela iniciativa. Esses nomes citados acima – e muitos outros – com certeza engrandecerão a Academia. Assim que terminar meu livro, me candidato a uma vaga. Um abraço.
    Afonso Dantas
    Camará Comunicação Total

  • vercil Rodrigues says:

    Prezado Afonso

    Agradeço as gentis palavras.

    Em uma região con tantos intelctuais, seria impossível termos unanimidade quantos aos nomes, mas o processo foi e está sendo democrático para que todos tivessem a oportunidade.

    Um abraço amigo

    Vercil Rodrigues – Vice-presidente da AGRAL

  • ANA FALCÃO says:

    O Navio Negreiro, Tragédia no Mar (VI)- Castro Alves

    “Existe um povo que a bandeira empresta
    Pr’a cobrir tanta infâmia e cobardia!…
    E deixa-a transformar-se nessa festa
    Em manto impuro de bacante fria!…
    Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
    Que impudente na gávea tripudia?!…
    Silêncio!… Musa! chora, chora tanto
    Que o pavilhão se lave no teu pranto…”

    ————————————–

    O Navio Negreiro – (Tragédia no mar) – Castro Alves

    ‘Stamos em pleno mar… Dois infinitos
    Ali se estreitam num abraço insano,
    Azuis, dourados, plácidos, sublimes…
    Qual dos dous é o céu? qual o oceano?…

    ‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
    Ao quente arfar das virações marinhas,
    Veleiro brigue corre à flor dos mares,
    Como roçam na vaga as andorinhas…

    Donde vem? onde vai? Das naus errantes
    Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
    Neste saara os corcéis o pó levantam,
    Galopam, voam, mas não deixam traço.

    Bem feliz quem ali pode nest’hora
    Sentir deste painel a majestade!
    Embaixo — o mar em cima — o firmamento…
    E no mar e no céu — a imensidade!

    Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
    Que música suave ao longe soa!
    Meu Deus! como é sublime um canto ardente
    Pelas vagas sem fim boiando à toa!”

    ——————————————-

    Numa das obras mais belas da literatura de nosso continente, “Canto Geral”, do poeta chileno Pablo Neruda, é dedicado um poema a Castro Alves. O poeta condoreiro é lembrado por Neruda como aquele que, ao mesmo tempo em que cantou às flores, às águas, à formosura da mulher amada, fez com que sua voz batesse “em portas até então fechadas para que, combatendo, a liberdade entrasse”. Portanto, termina o poeta chileno, “tua voz uniu-se à eterna e alta voz dos homens. Cantaste bem. Cantaste como se deve cantar”. Como dá para perceber, Neruda reverencia Castro Alves por ter cantado àqueles que não tinham voz: os escravos. O poema chama-se “Castro Alves do Brasil”.

  • ANA FALCÃO says:

    “Não se atiram pedras em árvores sem fruto; toda tentativa de apedrejamento visa sempre derrubar os frutos.
    Inocente ignorância dos apedrejadores, porque, mesmo conseguindo o feito, se esquecem de que os frutos caídos no chão experimentarão o tempo e a decomposição e voltarão a frutificar, de uma ou de outra maneira, pois cada semente dá origem à essência interior que carrega.
    Já as pedras caídas no chão permanecerão pedras, e as mãos que as atiraram terminarão vazias, tão vazias quanto o coração e a alma que lhes ativaram o movimento. ”
    * Carlos Hilsdorf

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