Na manhã desta segunda-feira a Polícia Civil de Itabuna cumpriu um mandado de prisão temporária contra o advogado Anderson Sá Oliveira. O mesmo foi preso em sua residência, no centro da cidade.
Uma equipe do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO), pediu apoio da Polícia Civil de Itabuna para realizar a prisão. O mandado de prisão temporária foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.
Segundo informações, Anderson Sá Oliveira é acusado de envolvimento na facção “do Rio de Janeiro. Ele está sendo acusado de associação ao trafico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
OPERAÇÃO DO RIO DE JANEIRO:
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), realizam uma operação na manhã desta segunda-feira (16) para cumprir mandados de prisão temporária contra 21 pessoas acusadas dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, a quadrilha era liderada por Luiz Carlos Gomes Jardim, conhecido como “Luiz Queimado”. Ele chefiava o tráfico em, pelo menos, 12 comunidades de Niterói e São Gonçalo, municípios da Região Metropolitana do Rio, incluindo a comunidade do Bumba.
Luiz Carlos chegou a ser preso e cumprir parte da pena no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, mas conseguiu o benefício da prisão domiciliar em Itabuna, na Bahia, depois que descobriu ter câncer. Mesmo sob esta condição, continuou a receber dinheiro da venda de drogas, repassado por seus comandados. Só da comunidade do Bumba lhe chegava R$ 5 mil, quantia posteriormente reajustada para R$ 7 mil.
As investigações indicam ainda que, na tentativa de ocultar a real procedência dos recursos resultantes do tráfico, vários de seus familiares abriram estabelecimentos comerciais em São Gonçalo, como o Mercado Marinheiro, Minimercado Opção do Galo Branco e Bazar Central do Pita, agindo assim como “laranjas” e incidindo no crime de lavagem de dinheiro.
Ainda segundo as investigações, Luiz Queimado e seus comparsas chegaram a planejar o assassinato de uma juíza criminal de Niterói, tentativa de crime que acabou sendo desarticulada pelo Gaeco e pela DHNSGI.