“Se já não convenceu em sua tentativa de negar a maquiagem das contas governamentais, o governador Jaques Wagner precisa explicar agora a razão do aumento significativo do endividamento do Estado em 2012, quando a tendência dos últimos 12 anos era de queda”, questiona o presidente estadual do Democratas, deputado estadual Paulo Azi.

Com base em dados oficiais, o parlamentar informa que a dívida consolidada do Estado passou de R$ 10,4 bilhões em 2011 para R$ 13,4 bilhões em 2012, um aumento de 28,7%. “É um indicativo de participação crescente da entrada de empréstimos financeiros nos cofres estaduais, viabilizada por uma política mais liberal do Governo Federal em relação ao endividamento dos Estados”, observa.

De acordo com Azi, embora com níveis ainda confortáveis em relação ao limite legal, a relação dívida/receita que em 2011 era de 54,17% passou, em 2012, para 62,31%. “Essa variação interrompeu uma queda que já persistia por 12 anos”, destaca, acrescentando que, pela primeira vez em 2012, os ingressos provenientes de empréstimos, de R$ 1,854 bilhão, superaram o pagamento de juros e amortização da dívida, de R$ 1,548 bilhão, com um saldo de R$ 306 milhões”.

Em 2011, por exemplo, sinaliza o presidente democrata, enquanto o estado amortizou R$1,414 bilhão, os ingressos foram de apenas R$ 448 milhões, ou seja, o Estado pagou R$ 966 milhões a mais do que recebeu em operações de crédito (empréstimos financeiros).

Paulo Azi não descarta que a situação ocorrida em 2012 permita ao Estado da Bahia aumentar seus investimentos, apoiado por uma política de expansão do endividamento, desde que os recursos sejam efetivamente utilizados em programas de investimentos. “O problema é que isso não ocorreu em algumas operações anteriores”, desconfia.