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Neste domingo, (5), Dia do Meio Ambiente, o Brasil pode comemorar a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do novo Código Florestal, que agora será votado no Senado Federal. Mas não deve sofrer alterações, segundo afirma o relator do projeto, deputado federal Aldo Rebelo. “O Senado deve manter 98% do que a Câmara aprovou”, disse ele, explicando que poucos pontos do código não foram consensuais e podem sofrer pequenas modificações. “Não haverá um substitutivo, e a base para o trabalho do Senado será o texto aprovado na Câmara”, disse ele.

Para o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, “o que foi aprovado na Câmara é uma demonstração da vontade do povo. Foi feito o que era possível fazer. O Brasil tem dimensões continentais e não é possível fazer o ideal, nunca vai haver consenso, mas tudo foi feito democraticamente. Na Bahia, tivemos condições de discutir e colocar nossas posições. Aqui existe sintonia entre meio ambiente e agricultura para o desenvolvimento sustentável”, Ele acrescentou que a Assembléia Legislativa da Bahia aprovou lei específica de adequação ambiental para o Estado, instrumento que se tornou modelo para o Brasil.

Cerca de 2 milhões de agricultores brasileiros tem suas culturas em áreas de preservação ambiental, matas ciliares e em topos de morro e, de acordo com o novo Código Florestal terão o direito de lá permanecer. “Buscamos uma medida que garantisse a proteção ambiental com a manutenção destas áreas consolidadas”, afirma o deputado. Aldo Rebelo criticou as ONGs que chamaram de anistia a desmatadores a flexibilização contida no novo código, afirmando que não é isso que o código estabelece.