. O Ministro das Cidades do Brasil, Mário Negromonte, chegou a Uruçuca por volta das 11 da manhã no último sábado, 14, sob uma calorosa salva de palmas de uma platéia de aproximadamente 700 pessoas. O prefeito municipal, Moacyr Leite Junior, recebeu o ministro e comitiva com toda sua equipe na Quadra de Esportes Talmo Régis Farias num clima de alegria e honraria. “Estou emocionado por essa festa. Sei que ia dar certo porque confio no meu grupo”, disse Leite.
Mário Negromonte veio a Uruçuca também como deputado e anunciou emendas para esporte e infraestrutura. Foram 600 mil para reforma de equipamentos esportivos e construção do Ginásio de Esportes de Uruçuca. A outra emenda destinou mais de 1 milhão para pavimentação e reparos na infraestrutura. “Volto a Uruçuca para agradecer os votos com novidades”, disse Negromonte.
A festa contou com as presenças do secretário Geral do PP, Jabes Ribeiro, do deputado estadual Mário Negromonte Junior, do secretário de Estado do Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Brito, do Diretor da Bahia Pesca, Isaac Albagli, o presidente da Amurc Claudio Dourado, prefeitos ex-prefeitos da região, sociedade uruçuquense e cacaueira.
Além das personalidades estava presente o principal convidado segundo o prefeito: o povo. “Quero a festa para a população de Uruçuca”, disse o prefeito. Para a dona de casa, Maria da Silva, moradora do bairro Everaldo Góes, foi uma satisfação participar da festa. “Muito feliz de ter sido convidada”, falou. Segundo a prefeita de Camacã, Angela Castro, Uruçuca está de parabéns pela organização. “Recebeu a altura”, disse Angela. “De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária de Uruçuca, Wenceslau Melo, desde a vinda do governador Regis Pacheco que não se via uma recepção tão organizada”, elogiou.
E aí União, vamos discutir a relação? Equilíbrio ou Separação?
Nosso país foi formado, diferentemente da América Espanhola, com dimensões continentais. As conquistas fronteiriças não aconteceram como os EUA, isto é, com guerras com os vizinhos, mas deu-se, sobretudo, pacificamente.
No início da colonização, quando tínhamos um formato de harpa, como ficou definido no tratado de Tordesilhas, a colonização pela interiorização deu-se, especialmente, pela pecuária extensiva. Garcia D´Avila e Guedes de Brito, com a criação de gado, adentraram o país e, com a morte de D. Sebastião, ficando aberta a coroa portuguesa, a União Ibérica nos ajudou a sermos em termos de tamanho, o que somos hoje. A escolha para se instalar nas recém terras conquistadas da Baía de Todos os Santos, não ocorreu por beleza ou de forma aleatória. Os portugueses já tinham mapeado as terras conquistadas. A escolha se deu por ser a Baía de Todos os Santos, o centro geográfico do país.
Com o fim do domínio açucareiro e a descoberta das minas, a administração central se transfere para o RJ. Também não foi por beleza, mas por razões econômicas. A província do Rio de Janeiro, à semelhança da baiana, pertencia à coroa portuguesa. Aquele estado, quando Men de Sá foi governador-geral do Brasil, chamou seu sobrinho Estácio, para vir expulsar os franceses da Baía da Guanabara. Estácio trouxe uns mercenários, levou colonos das capitanias do Recôncavo, Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo e, com estas pessoas, expulsaram os franceses e criaram uma colônia no referido estado tal qual conhecemos hoje.
Como a província pertencia à coroa, Pombal, para que o governo tivesse controle da extração e exportação do ouro, transferiu a capital para o Rio de Janeiro, em 1753. Dessa forma, Salvador governou o país por 204 anos, Rio por 196 e Brasília está há 61 anos. Com o advento do ouro, o NE passou a decrescer, ao menos é o que relata Celso Furtado em Formação Econômica do Brasil. Ao longo dos períodos Coloniais, Império e República, a falta de desenvolvimento se acentuou.
O NE rico, açucareiro, de cultura ímpar com suas oligarquias terrivelmente atrasadas, ficou mais uma vez para trás quando do cultivo do café. Como já havia se desenvolvido a região SE com o ouro e as outras atrasadas, o café que persistiu do Império à República, fortaleceu ainda mais a região.
As grandes oligarquias da região SE passaram a dominar o país. O Abolicionismo, a República, os acordos que foram feitos para preservar as oligarquias; esta, aliás, é emblemática. O Acordo de Taubaté privatizou o lucro e socializou os prejuízos. Isto é, para ajudar os produtores, em meio a queda do preço do café no comércio internacional, o governo Vargas comprou o excedente de café produzido por produtores de SP, RJ e MG para garantir os preços internacionais.
Estas pessoas não pararam de produzir, mas o governo comprava aquilo que não se consumia para manter esta gente. E o que é pior, quando da abolição, anos antes, o governo não criou maneira de acolher o negro, de inseri-lo na sociedade, mas optou-se pela política do branqueamento, ou seja, trouxe levas e levas de europeus, sobretudo italianos, para trabalharem na lavoura cafeeira, mas estas oligarquias não acolheram nenhuma forma de aceitação ao negro.
O tempo passou, veio a II Guerra Mundial, Vargas com sua política de barganha que queria industrializar o país, deu o NE brasileiro para que os americanos colocassem suas bases no país e pudessem ter a garantia de irem à guerra com seu território sem correr riscos de ser invadido. Em troca, Vargas ganha a CSN. O NE ficou na reta, mas foi o SE que foi industrializado e mais uma vez ficamos para trás. Veio JK e sua proposta dos 50 anos em 5. Ele mudou a capital federal para o CO e continuou com a política de industrialização. Com JK o abandono do NE foi total. Optou-se pela centralização da industrialização do país no SE..
Nesse ínterim, ou seja, com a industrialização, levas de nordestinos fugindo do flagelo da seca vem para o SE e, sua baixa escolaridade, levam-nos ao trabalho braçal. É neste período que os nordestinos com o suor do seu rosto começam a construir SP e RJ. Com JK, levas deles vão para o CO construírem Brasília. Vale lembrar da política do café com leite, ou seja, a política em que SP e MG decidiram que apenas eles, as oligarquias destes estados, deveriam governar o Brasil. Washington Luiz rompe o acordo e, com o apoio de MG, PB e RS, Vargas sobe ao poder e rompe com esta política. Sai a oligarquia do SE e entra a oligarquia gaúcha.
O tempo passsa e o NE continua esquecido, políticas incipientes são criadas, por exemplo, a sugerida por Celso Furtado, que era paraibano e sugeriu a criação da Sudene. Mas o NE continua padecendo. A partir do governo Lula a realidade começa a mudar; a abertura ao crédito e o Bolsa Família, tem-se uma nova dinamização na região. Há, também, o cultivo de novos produtos na região que passa a se fortalecer no agronegócio e que começa a mostrar, também, uma nova realidade. Mas os séculos de esquecimentos, baixa escolaridade, faz da região a mais pobre do país. Os desafios são sempre maiores.
Como a concentração econômica, política, imprensa, cultura estão na região; detalhe, mais da metade da cultura do país advém do NE. Mas quando se quer diminuir um povo, o caminho é tentar criar imagens negativas deste povo sempre. Na última eleição, o preconceito contra o nordestino mostrou a cara tal qual ele é. Maiara Petruso e outros internautas, mostraram aquilo que muitos pensam. E não fica apenas nisto, no episódio do pré-sal, isto também se fez presente. Os governadores do NE foram reivindicar para os demais estados a participação no pré sal, o que se viu foi emblemático. O governador do Rio, Sergio Cabral, apoiado pelas Organizações Globo e toda a imprensa do SE, começaram uma campanha contra o NE. Os comentários racistas e preconceituosos pipocavam em jornais e blogs.
Vejam que situação, o país tem um sistema federativo que beneficia apenas uma região, os outros estados ou se omitem ou não se unem para mudarem isto. Mas o fato é que, Lula, sabendo da opinião da elite brasileira em relação a ele, da capacidade que a Globo tem para destruir reputações, políticos e pessoas, preferiu ceder, ou seja, vetar e prejudicar os outros estados a bater de frente com SP e RJ. Na ocasião, o governador de Minas, Aécio Neves, imediatamente apoiou o Rio de Janeiro. Ibsen, Eduardo, Cid e outros que saíram a defender uma divisão mais equânime foram vilipendiados por cariocas, paulistas, pela imprensa global e paulista. É como se pelo poder desta região, o errado devesse se tornar certo. E os especialistas? Ah, os especialistas foram convidados como sempre pela Globo para falarem que o Rio seria prejudicado, que juridicamente o Rio tinha direito legítimo.
Mas o fato é que, Lula vetou porque a Globo não permite ao PT ter força no Rio e os tucanos armam as maiores armadilhas contra petistas em SP. Se Lula acolhesse os outros estados, o PT não teria chance nenhuma nestes dois estados como não tem. Assim como não tem em Minas também. Lula como ninguém, sabe o quanto é difícil romper com este ranço contra nordestinos. Portanto, ele preferiu o pragmatismo. Na visão dele, foi preferível ceder e ajudar o NE gradativamente do que encarar esta imprensa, pois faria voltá-los ao poder
Por conta deste federalismo distorcido, que beneficia apenas uma região, as razões históricas, os nordestinos continuamos sofrendo os preconceitos vis. O que é produzido no SE é nacional, fora disto é regional. Suas rádios e tvs são nacionais. Nos são colocados sua maneira de falar, vestir, seus gostos, estilos de vida. Quando o NE é mostrado, é o estereótipo de sempre, ignorantes, o sotaque carregado e permeado de erros gramaticais. Nós somos sempre cidadãos de segunda classe dentro do próprio país. Pensando nessa situação, na recente vitória do CE sobre o Flamengo e os comentários preconceituosos sobre nordestinos no twitter, veio-me à mente, aquilo pelo qual a região poderá caminhar, ou seja, o separatismo.
Não tenham como surpresa se este movimento começar a surgir no NE. Não há problema nenhum em começar a pensar nisso. O NE precisa equilibrar forças em relação as demais regiões. É visível a guerra que é travada, pois os nordestinos aprenderam a não ficar calados e ouvir insultos sem falar nada. Aliás, este tipo e comportamento não é do feito dos nordestinos.
Se nada for feito, o NE desenvolverá uma campanha pelo separatismo, o que seria legítimo na minha opinião. Que tipo de federalismo é este que prejudica os outros em benefício apenas de uma região, e para manter o poder, esta região continua a campanha de diminuir, menosprezar o nordestino. Quando você tenta diminuir um povo, a campanha é sempre tentar torná-lo insignificante.
O que aconteceu recentemente em relação à guerra fiscal é digno de relato. A BMW está querendo abrir uma fábrica no Brasil, seis estados estão na briga. SP, RJ, BA, PR, GO e PE. A pergunta é: quantas montadoras existem no S e SE? Quantas montadoras existem no NE? Esta é fácil, apenas uma. São estados que foram privilegiados às custas de políticas públicas em detrimento das outras regiões e não abrem mão para os outros de jeito nenhum. Fica a pergunta, é justo este federalismo que beneficia uma região em detrimento de outras? Claro que não.
Então, meus queridos, por mais laços que o NE tenha, pois acredito que o dele é imensamente intenso com o país, pois foi nele onde tudo surgiu, se não houver equilíbrio, pelo que estou a perceber no twitter, uma geração irá se levantar e pedirá o separatismo. Há um detalhe em relação a tudo isto. Se o NE se levantar ele atrairá o Sul. Sim, claro, há na Constituição cláusula pétrea que proíbe qualquer tipo de separação. Mas isto é insignificante, se não houver equilíbrio e gerações se formarem com esta guerra que se fortaleceu na última eleição, aumentando este desejo.
Com o advento do crescimento asiático, as políticas públicas do governo Lula e mantidas pelo governo Dilma, o NE irá crescer, não há dúvida. Quanto mais ele crescer, mais ele buscará equilíbrio, se isto não acontecer, não tenham dúvida, ele irá se separar. Os fatos históricos e a forma de pensar do nordestino em não ser submetido a ninguém tendem a caminhar para isto. Vale lembrar que BA e PE são os estados originários da administração do país.
A BA é o centro geográfico do país e o centro originário da formação cultural, administrativa, política e econômica. PE, com os holandeses, tive a sua participação. Vale lembrar que PE perdeu território por duas vezes por ter se rebelado contra o poder central e pedido sua autonomia. A Bahia, por ser o estado originário da formação, tem a característica tanto de unir quanto dividir e levar com ela o resto da região. Uma historinha que gosto de contar. Quando D João veio para o Brasil, não seguiu direito para o RJ, parou primeiro na Bahia, pois conhecia os luso-baianos e sabia do risco que ele corria se não tivesse o apoio deles. D João ficou por lá fez os devidos acordos e garantiu que eles não aderissem a Napoleão e levando com isto, parte do Império Português, tudo o que ele menos queria era confronto com os franceses por aqui e garantir a Bahia como aliada, era garantir todo o território.
Isso aconteceu também com a Independência, ela se consolidou definitivamente depois que os baianos expulsaram os portugueses e aderiram ao governo de D. Pedro. Mais uma vez, se não houvesse adesão, sabe-se muito bem do risco que se corria de ter um país dividido. O Sul dispensa comentários em relação ao separatismo. Afinal, foi lá que surgiu a República de Piratini. Então, não deixem o NE de fora como se tem deixado, uma nova geração que chega tem consciência das coisas. E o que é mais importante, todo o país tem o sentimento de brasilidade, mas o NE, a BA, sobretudo tem este sentimento muito intenso. Se não houver equilíbrio e isto for se perdendo, não tenham dúvida, assim como surgiram movimentos por lá. As chances de divisão no NE são muito mais intensas do que as do Sul.
É bom começar a pensar neste equilíbrio. Não tenham como surpresa este movimento se intensicar, o que seria legítimo na minha opinião. Um federalismo que mantém desigualdades históricas, é preferível um modelo de América Espanhola a ele.
SE ESTAVA ORGANIZADO PARABENS MAIS OS FUNCIONARIOS FORAM OBRIGADOS A IR SOB PENA DE SER CORTADO O DIA DE TRABALHO, SOB LIVRE E ESPONTANEA PRESSAO E ASSIM O GOVERNO DESTE HOMEM, E NEGRO MONTE TAMBEM PROMETEU VERBAS DA ULTIMA VEZ MAIS AS OBRAS COMEÇARAM E ATE HOJE ESTAO PARADAS, AGORA QUEM SABE VAI TERMINAR, AH A ESCOLA EMMAC FICOU SEM AULA NA VESPERA DA FESTA POIS TEVE SUA CADEIRAS LEVADAS PARA O LUGAR DO EVENTO… E NOSSO AUMENTO ONDE FICA ISSO NINGUEM FALA…
Fora de pauta, mas para pensarmos.
E aí União, vamos discutir a relação? Equilíbrio ou Separação?
Nosso país foi formado, diferentemente da América Espanhola, com dimensões continentais. As conquistas fronteiriças não aconteceram como os EUA, isto é, com guerras com os vizinhos, mas deu-se, sobretudo, pacificamente.
No início da colonização, quando tínhamos um formato de harpa, como ficou definido no tratado de Tordesilhas, a colonização pela interiorização deu-se, especialmente, pela pecuária extensiva. Garcia D´Avila e Guedes de Brito, com a criação de gado, adentraram o país e, com a morte de D. Sebastião, ficando aberta a coroa portuguesa, a União Ibérica nos ajudou a sermos em termos de tamanho, o que somos hoje. A escolha para se instalar nas recém terras conquistadas da Baía de Todos os Santos, não ocorreu por beleza ou de forma aleatória. Os portugueses já tinham mapeado as terras conquistadas. A escolha se deu por ser a Baía de Todos os Santos, o centro geográfico do país.
Com o fim do domínio açucareiro e a descoberta das minas, a administração central se transfere para o RJ. Também não foi por beleza, mas por razões econômicas. A província do Rio de Janeiro, à semelhança da baiana, pertencia à coroa portuguesa. Aquele estado, quando Men de Sá foi governador-geral do Brasil, chamou seu sobrinho Estácio, para vir expulsar os franceses da Baía da Guanabara. Estácio trouxe uns mercenários, levou colonos das capitanias do Recôncavo, Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo e, com estas pessoas, expulsaram os franceses e criaram uma colônia no referido estado tal qual conhecemos hoje.
Como a província pertencia à coroa, Pombal, para que o governo tivesse controle da extração e exportação do ouro, transferiu a capital para o Rio de Janeiro, em 1753. Dessa forma, Salvador governou o país por 204 anos, Rio por 196 e Brasília está há 61 anos. Com o advento do ouro, o NE passou a decrescer, ao menos é o que relata Celso Furtado em Formação Econômica do Brasil. Ao longo dos períodos Coloniais, Império e República, a falta de desenvolvimento se acentuou.
O NE rico, açucareiro, de cultura ímpar com suas oligarquias terrivelmente atrasadas, ficou mais uma vez para trás quando do cultivo do café. Como já havia se desenvolvido a região SE com o ouro e as outras atrasadas, o café que persistiu do Império à República, fortaleceu ainda mais a região.
As grandes oligarquias da região SE passaram a dominar o país. O Abolicionismo, a República, os acordos que foram feitos para preservar as oligarquias; esta, aliás, é emblemática. O Acordo de Taubaté privatizou o lucro e socializou os prejuízos. Isto é, para ajudar os produtores, em meio a queda do preço do café no comércio internacional, o governo Vargas comprou o excedente de café produzido por produtores de SP, RJ e MG para garantir os preços internacionais.
Estas pessoas não pararam de produzir, mas o governo comprava aquilo que não se consumia para manter esta gente. E o que é pior, quando da abolição, anos antes, o governo não criou maneira de acolher o negro, de inseri-lo na sociedade, mas optou-se pela política do branqueamento, ou seja, trouxe levas e levas de europeus, sobretudo italianos, para trabalharem na lavoura cafeeira, mas estas oligarquias não acolheram nenhuma forma de aceitação ao negro.
O tempo passou, veio a II Guerra Mundial, Vargas com sua política de barganha que queria industrializar o país, deu o NE brasileiro para que os americanos colocassem suas bases no país e pudessem ter a garantia de irem à guerra com seu território sem correr riscos de ser invadido. Em troca, Vargas ganha a CSN. O NE ficou na reta, mas foi o SE que foi industrializado e mais uma vez ficamos para trás. Veio JK e sua proposta dos 50 anos em 5. Ele mudou a capital federal para o CO e continuou com a política de industrialização. Com JK o abandono do NE foi total. Optou-se pela centralização da industrialização do país no SE..
Nesse ínterim, ou seja, com a industrialização, levas de nordestinos fugindo do flagelo da seca vem para o SE e, sua baixa escolaridade, levam-nos ao trabalho braçal. É neste período que os nordestinos com o suor do seu rosto começam a construir SP e RJ. Com JK, levas deles vão para o CO construírem Brasília. Vale lembrar da política do café com leite, ou seja, a política em que SP e MG decidiram que apenas eles, as oligarquias destes estados, deveriam governar o Brasil. Washington Luiz rompe o acordo e, com o apoio de MG, PB e RS, Vargas sobe ao poder e rompe com esta política. Sai a oligarquia do SE e entra a oligarquia gaúcha.
O tempo passsa e o NE continua esquecido, políticas incipientes são criadas, por exemplo, a sugerida por Celso Furtado, que era paraibano e sugeriu a criação da Sudene. Mas o NE continua padecendo. A partir do governo Lula a realidade começa a mudar; a abertura ao crédito e o Bolsa Família, tem-se uma nova dinamização na região. Há, também, o cultivo de novos produtos na região que passa a se fortalecer no agronegócio e que começa a mostrar, também, uma nova realidade. Mas os séculos de esquecimentos, baixa escolaridade, faz da região a mais pobre do país. Os desafios são sempre maiores.
Como a concentração econômica, política, imprensa, cultura estão na região; detalhe, mais da metade da cultura do país advém do NE. Mas quando se quer diminuir um povo, o caminho é tentar criar imagens negativas deste povo sempre. Na última eleição, o preconceito contra o nordestino mostrou a cara tal qual ele é. Maiara Petruso e outros internautas, mostraram aquilo que muitos pensam. E não fica apenas nisto, no episódio do pré-sal, isto também se fez presente. Os governadores do NE foram reivindicar para os demais estados a participação no pré sal, o que se viu foi emblemático. O governador do Rio, Sergio Cabral, apoiado pelas Organizações Globo e toda a imprensa do SE, começaram uma campanha contra o NE. Os comentários racistas e preconceituosos pipocavam em jornais e blogs.
Vejam que situação, o país tem um sistema federativo que beneficia apenas uma região, os outros estados ou se omitem ou não se unem para mudarem isto. Mas o fato é que, Lula, sabendo da opinião da elite brasileira em relação a ele, da capacidade que a Globo tem para destruir reputações, políticos e pessoas, preferiu ceder, ou seja, vetar e prejudicar os outros estados a bater de frente com SP e RJ. Na ocasião, o governador de Minas, Aécio Neves, imediatamente apoiou o Rio de Janeiro. Ibsen, Eduardo, Cid e outros que saíram a defender uma divisão mais equânime foram vilipendiados por cariocas, paulistas, pela imprensa global e paulista. É como se pelo poder desta região, o errado devesse se tornar certo. E os especialistas? Ah, os especialistas foram convidados como sempre pela Globo para falarem que o Rio seria prejudicado, que juridicamente o Rio tinha direito legítimo.
Mas o fato é que, Lula vetou porque a Globo não permite ao PT ter força no Rio e os tucanos armam as maiores armadilhas contra petistas em SP. Se Lula acolhesse os outros estados, o PT não teria chance nenhuma nestes dois estados como não tem. Assim como não tem em Minas também. Lula como ninguém, sabe o quanto é difícil romper com este ranço contra nordestinos. Portanto, ele preferiu o pragmatismo. Na visão dele, foi preferível ceder e ajudar o NE gradativamente do que encarar esta imprensa, pois faria voltá-los ao poder
Por conta deste federalismo distorcido, que beneficia apenas uma região, as razões históricas, os nordestinos continuamos sofrendo os preconceitos vis. O que é produzido no SE é nacional, fora disto é regional. Suas rádios e tvs são nacionais. Nos são colocados sua maneira de falar, vestir, seus gostos, estilos de vida. Quando o NE é mostrado, é o estereótipo de sempre, ignorantes, o sotaque carregado e permeado de erros gramaticais. Nós somos sempre cidadãos de segunda classe dentro do próprio país. Pensando nessa situação, na recente vitória do CE sobre o Flamengo e os comentários preconceituosos sobre nordestinos no twitter, veio-me à mente, aquilo pelo qual a região poderá caminhar, ou seja, o separatismo.
Não tenham como surpresa se este movimento começar a surgir no NE. Não há problema nenhum em começar a pensar nisso. O NE precisa equilibrar forças em relação as demais regiões. É visível a guerra que é travada, pois os nordestinos aprenderam a não ficar calados e ouvir insultos sem falar nada. Aliás, este tipo e comportamento não é do feito dos nordestinos.
Se nada for feito, o NE desenvolverá uma campanha pelo separatismo, o que seria legítimo na minha opinião. Que tipo de federalismo é este que prejudica os outros em benefício apenas de uma região, e para manter o poder, esta região continua a campanha de diminuir, menosprezar o nordestino. Quando você tenta diminuir um povo, a campanha é sempre tentar torná-lo insignificante.
O que aconteceu recentemente em relação à guerra fiscal é digno de relato. A BMW está querendo abrir uma fábrica no Brasil, seis estados estão na briga. SP, RJ, BA, PR, GO e PE. A pergunta é: quantas montadoras existem no S e SE? Quantas montadoras existem no NE? Esta é fácil, apenas uma. São estados que foram privilegiados às custas de políticas públicas em detrimento das outras regiões e não abrem mão para os outros de jeito nenhum. Fica a pergunta, é justo este federalismo que beneficia uma região em detrimento de outras? Claro que não.
Então, meus queridos, por mais laços que o NE tenha, pois acredito que o dele é imensamente intenso com o país, pois foi nele onde tudo surgiu, se não houver equilíbrio, pelo que estou a perceber no twitter, uma geração irá se levantar e pedirá o separatismo. Há um detalhe em relação a tudo isto. Se o NE se levantar ele atrairá o Sul. Sim, claro, há na Constituição cláusula pétrea que proíbe qualquer tipo de separação. Mas isto é insignificante, se não houver equilíbrio e gerações se formarem com esta guerra que se fortaleceu na última eleição, aumentando este desejo.
Com o advento do crescimento asiático, as políticas públicas do governo Lula e mantidas pelo governo Dilma, o NE irá crescer, não há dúvida. Quanto mais ele crescer, mais ele buscará equilíbrio, se isto não acontecer, não tenham dúvida, ele irá se separar. Os fatos históricos e a forma de pensar do nordestino em não ser submetido a ninguém tendem a caminhar para isto. Vale lembrar que BA e PE são os estados originários da administração do país.
A BA é o centro geográfico do país e o centro originário da formação cultural, administrativa, política e econômica. PE, com os holandeses, tive a sua participação. Vale lembrar que PE perdeu território por duas vezes por ter se rebelado contra o poder central e pedido sua autonomia. A Bahia, por ser o estado originário da formação, tem a característica tanto de unir quanto dividir e levar com ela o resto da região. Uma historinha que gosto de contar. Quando D João veio para o Brasil, não seguiu direito para o RJ, parou primeiro na Bahia, pois conhecia os luso-baianos e sabia do risco que ele corria se não tivesse o apoio deles. D João ficou por lá fez os devidos acordos e garantiu que eles não aderissem a Napoleão e levando com isto, parte do Império Português, tudo o que ele menos queria era confronto com os franceses por aqui e garantir a Bahia como aliada, era garantir todo o território.
Isso aconteceu também com a Independência, ela se consolidou definitivamente depois que os baianos expulsaram os portugueses e aderiram ao governo de D. Pedro. Mais uma vez, se não houvesse adesão, sabe-se muito bem do risco que se corria de ter um país dividido. O Sul dispensa comentários em relação ao separatismo. Afinal, foi lá que surgiu a República de Piratini. Então, não deixem o NE de fora como se tem deixado, uma nova geração que chega tem consciência das coisas. E o que é mais importante, todo o país tem o sentimento de brasilidade, mas o NE, a BA, sobretudo tem este sentimento muito intenso. Se não houver equilíbrio e isto for se perdendo, não tenham dúvida, assim como surgiram movimentos por lá. As chances de divisão no NE são muito mais intensas do que as do Sul.
É bom começar a pensar neste equilíbrio. Não tenham como surpresa este movimento se intensicar, o que seria legítimo na minha opinião. Um federalismo que mantém desigualdades históricas, é preferível um modelo de América Espanhola a ele.
SE ESTAVA ORGANIZADO PARABENS MAIS OS FUNCIONARIOS FORAM OBRIGADOS A IR SOB PENA DE SER CORTADO O DIA DE TRABALHO, SOB LIVRE E ESPONTANEA PRESSAO E ASSIM O GOVERNO DESTE HOMEM, E NEGRO MONTE TAMBEM PROMETEU VERBAS DA ULTIMA VEZ MAIS AS OBRAS COMEÇARAM E ATE HOJE ESTAO PARADAS, AGORA QUEM SABE VAI TERMINAR, AH A ESCOLA EMMAC FICOU SEM AULA NA VESPERA DA FESTA POIS TEVE SUA CADEIRAS LEVADAS PARA O LUGAR DO EVENTO… E NOSSO AUMENTO ONDE FICA ISSO NINGUEM FALA…