COLUNA “MEL DE CACAU COM VENENO POLÍTICO”
COLUNA “MEL DE CACAU COM VENENO POLÍTICO”
Mais uma edição da coluna “Mel de Cacau com Veneno político”, que tem como objetivo relatar alguns fatos da política do sul da Bahia.
CALOTE DE R$ 100 MIL

Um empresário do sul da Bahia anda procurando uma política para cobrar uma dívida de R$ 100 mil. Segundo relatos de bastidores, ela teria pedido o dinheiro emprestado e, depois disso, desaparecido do radar do credor. O empresário agora quer saber se o empréstimo foi financeiro ou uma doação involuntária.
O MOVIMENTO DOS SEM VOTOS
Em Itabuna, surgiu uma sigla nos bastidores: MSV — Movimento dos Sem Votos. A turma, segundo a ironia que circula nas rodas políticas, já dava como certas as vitórias de ACM Neto e Flávio Bolsonaro. Tinha até divisão antecipada de cargos. O problema é que esqueceram de combinar com as urnas. O resultado chegou antes da nomeação.
CARGOS DIVIDIDOS
A empolgação eleitoral foi tão grande que, segundo relatos, teve gente cogitando alugar apartamento em Brasília, sonhando com uma cadeira no segundo escalão do governo federal. Outro já procurava casa em Bom Jesus da Lapa, de olho em um cargo num órgão federal. Com a derrota eleitoral, os planos de mudança ficaram pelo caminho. Pelo menos economizaram com o frete.
CHAPA DE PESO EM ITAPÉ
Em Itapé, o prefeito Reinaldo das Batatas acompanha as movimentações da oposição para 2028. Nos bastidores, circula a possibilidade de uma chapa formada por Humberto Matos e Carlos Sodré, dois nomes conhecidos da política regional. Se a articulação avançar, a disputa promete render assunto. Por enquanto, a chapa está mais presente nas conversas do que no cartório eleitoral.
JABES PREPARA O TROCO
O clima político entre o ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP), e o prefeito Valderico Júnior (UB) está longe de ser amistoso.
Segundo informações de bastidores, Jabes teria dito a interlocutores que Valderico escolheu enfrentar um adversário de peso. O ex-prefeito estaria preparando uma reação política ao possível rompimento.
Quem conhece Jabes sabe que ele tem longa experiência nos embates da política ilheense. Resta saber se a reação ficará nos bastidores ou ganhará os microfones. Pelo visto, a novela política de Ilhéus ainda tem muitos capítulos.
RODRIGO HAGGE EM BAIXA

Em Itapetinga, o ex-prefeito Rodrigo Hagge saiu das eleições de 2026 com um cenário político diferente do que esperava. Apostou suas fichas em ACM Neto e Flávio Bolsonaro, ambos derrotados nas disputas estadual e presidencial. Já seu tio, o prefeito Eduardo Hagge (MDB), ficou alinhado aos vencedores e ganhou espaço para ampliar o diálogo com o governo estadual. Na política, às vezes o sobrinho faz a aposta e quem pode colher os dividendos é o tio.
A URNA APOSENTOU CAPITÃO AZEVEDO?
Em Itabuna, o resultado das eleições trouxe mais um sinal de perda de influência política do ex-prefeito Capitão Azevedo (Republicanos). Depois das divergências com ACM Neto, voltou a se aproximar do grupo, mas seus candidatos a deputado tiveram votações modestas na cidade. Igor recebeu 496 votos e Cacá Leão, 545. Para quem já comandou a Prefeitura de Itabuna, a transferência de votos ficou abaixo das expectativas. Nos bastidores, já tem gente perguntando se chegou a hora de pendurar as chuteiras.
GUINHO LADEIRA ABAIXO

O ex-vereador Guinho (UB), derrotado na disputa municipal de 2024, também virou assunto nas rodas políticas de Itabuna após as eleições deste ano. Segundo comentários de bastidores, teria passado mais de 24 horas longe das redes sociais depois do resultado. Para quem costuma marcar presença no debate político, o suposto silêncio chamou atenção. A brincadeira entre adversários é que Guinho precisará encontrar um novo GPS político. O caminho para 2028 ainda está em construção.
OPOSIÇÃO DE ITABUNA: TIME PARA 2028
Em Itabuna, começam as conversas sobre a formação de um grupo de oposição para enfrentar o prefeito Augusto Castro (PSD) em 2028. Entre os nomes mencionados estão João Negão, João Abílio, Guinho, Charliane e Paulo Lima.
A lista já provoca brincadeiras nos bastidores. Tem gente comparando a articulação à montagem de um time de futebol que ainda procura seu esquema tático. Antes de pensar na escalação para 2028, o grupo terá que definir quem assume a braçadeira de capitão. Por enquanto, tem mais candidato a treinador do que jogador em campo.
A INGRATIDÃO COM OS PREFEITOS
No sul da Bahia, alguns prefeitos não gostaram de ver servidores comissionados e contratados apoiando candidatos da oposição. A insatisfação pode provocar mudanças nos governos até dezembro. Pelo visto, tem gente que deve acompanhar o Diário Oficial com mais atenção neste fim de ano.
ACM NETO SUMIU?
Em Salvador, o comentário é que ACM Neto (UB) anda sumido depois da derrota eleitoral. Circula até o rumor de que teria mudado de número de celular. O caso Banco Master também entrou nas especulações dos bastidores, mas não há confirmação de ligação entre os fatos. Na política, o silêncio costuma fazer barulho.
MAIS DE DEZ NA FILA DE AUGUSTO
Em Itabuna, a base do prefeito Augusto Castro (PSD) já teria mais de dez interessados em disputar sua sucessão em 2028. Tem gente sem força eleitoral demonstrada que já sonha com a bênção do prefeito. Nesse ritmo, Augusto vai precisar distribuir senhas para organizar a fila.
MARÃO EM BAIXA
O ex-prefeito de Ilhéus, Marão (PSD), saiu das eleições de 2026 com um resultado eleitoral abaixo das expectativas. O erro de cálculo político de 2024 ainda parece cobrar a conta. Nos bastidores, a avaliação é que o ex-prefeito terá trabalho para recuperar o espaço perdido. Na política, uma escolha errada pode render uma ressaca de vários anos.
PANCADINHA SEM MANDATO
O deputado estadual Pancadinha (PDT) ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, após não conseguir a reeleição. Nos bastidores, circula a possibilidade de ser nomeado para um cargo no governo estadual. Para 2028, já se comenta uma candidatura a vice-prefeito ou até a vereador em Itabuna. Depois da rápida ascensão política, Pancadinha conheceu o famoso voo de galinha: baixo e curto.
MARCONE AMARAL EM BAIXA
O ex-prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral, também saiu das eleições de 2026 enfrentando questionamentos sobre sua força eleitoral. A votação na cidade ficou abaixo do esperado por seus aliados e alimentou dúvidas sobre o projeto de retornar à Prefeitura em 2028. Pelo visto, Marcone terá que reconstruir suas bases antes de pensar em uma nova candidatura.
MOACYR ERROU A APOSTA
Em Uruçuca, o ex-prefeito Moacyr Leite apostou em ACM Neto e Flávio Bolsonaro, mas os dois foram derrotados. Já a prefeita Magnólia apoiou Jerônimo e Lula, que venceram no município. Nos bastidores, a avaliação é que a diferença de alinhamento pode provocar uma nova disputa pelo comando do grupo político local. Moacyr fez uma aposta que não deu resultado nas urnas. Agora, terá que administrar as consequências.
CHICO FRANÇA E AS URNAS
O engenheiro Chico França (PL) voltou a disputar uma eleição em Itabuna, desta vez para deputado estadual. Depois dos 6.833 votos na disputa pela Prefeitura em 2024, recebeu 3.202 votos na cidade em 2026 e terminou como suplente, com 5.377 votos em toda a Bahia.
Nos bastidores, fica a pergunta: depois de duas eleições sem conquistar um mandato, Chico França vai insistir na política ou mudar os planos para 2028?
MEGALOMANIA POLÍTICA
Em Itabuna, tinha gente que, até o dia 24 de outubro, já fazia planos para Brasília. A aposta era que o senador Ângelo Coronel seria ministro de um eventual governo Flávio Bolsonaro. E o mais curioso: o cidadão já se imaginava chefe de gabinete do futuro ministro.
Pelo visto, a nomeação ficou mesmo no campo da imaginação.
Na política, tem gente que não espera nem a apuração terminar para escolher a sala, a cadeira e o ar-condicionado do gabinete. Faltou combinar com as urnas.
































