A eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Itapetinga, que garantiu a vitória de Tiquinho (Avante), pode não resistir ao primeiro teste na Justiça.

O Ministério Público acionou o Judiciário para questionar a antecipação do pleito, realizado na semana passada. O problema está no calendário.

O STF já firmou entendimento de que eleição antecipada para Mesa Diretora deve respeitar um marco temporal: só pode ocorrer a partir de outubro do ano anterior à posse.

Nos bastidores jurídicos, a avaliação é quase uma só: se a Câmara atropelou esse prazo, a eleição tem grande chance de ser anulada.

A movimentação do MP colocou pressão sobre o Legislativo e deixou o grupo de Tiquinho em alerta.
A vitória, comemorada na semana passada, agora depende da caneta da Justiça.