A base aliada do governador Jerônimo Rodrigues decidiu entrar em campo para tentar conter o avanço da crise entre o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. A avaliação entre governistas é direta: o embate silencioso, mas cada vez mais visível, entre os dois principais caciques do PT baiano virou hoje o maior fator de instabilidade dentro do grupo.

A movimentação, segundo lideranças governistas, será feita em bloco e com um objetivo claro: evitar que a guerra por espaço e comando político entre Wagner e Rui contamine de vez o ambiente da sucessão estadual e respingue no projeto de reeleição de Jerônimo, além de afetar os interesses do presidente Lula na Bahia.

Nos bastidores, já há quem admita sem rodeios que a disputa ultrapassou todos os limites. Um experiente integrante da base resumiu o sentimento de parte do grupo: a queda de braço entre Wagner e Rui deixou de ser apenas um ruído interno e passou a ameaçar a unidade do bloco governista.

“Vamos tentar convencer Wagner e Rui de que esse cabo de guerra é prejudicial para todo mundo. Não adianta mais ir a público negar o que já ficou evidente para qualquer um que acompanha política na Bahia: os dois estão em pé de guerra para saber quem manda mais no PT”, disparou um cardeal da base.

A preocupação no entorno de Jerônimo é que, sem pacificação, o conflito enfraqueça o grupo no momento em que o governo mais precisa de coesão para organizar o tabuleiro de 2026.