BAHIA: QUINHO TIGRE COBRA “COMPENSAÇÃO” PARA O PSD APÓS SAÍDA DE CORONEL

Quinho Tigre resolveu tirar o PSD do modo “acomodado” e colocar o partido de volta na mesa onde as contas são feitas.
Ex-presidente da UPB, ex-prefeito de Belo Campo e pré-candidato a deputado estadual, Quinho afirmou que o PSD “precisa ser compensado de uma forma ou de outra” depois de perder espaço na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues. O estopim, nos bastidores, é a saída do senador Angelo Coronel da base aliada — movimento que, na visão dele, mexe com a engrenagem política do interior.
A declaração foi dada durante um evento institucional no TRE da Bahia, em Salvador, e veio com um recado sem firula: perder uma liderança do tamanho de Coronel tem impacto, sim, mas ainda haveria tempo para “reorganizar” o tabuleiro. O que Quinho cobra é simples: o governo precisa reconhecer o peso do PSD e traduzir isso em espaço real — não em tapinha nas costas.
Para justificar a cobrança, ele apelou ao argumento que o PSD mais gosta: capilaridade. O partido, disse, tem musculatura municipal e presença forte no interior, o que naturalmente o credencia a reivindicar protagonismo dentro do projeto governista. E completou, com a frieza de quem conhece a política municipal: a eleição ainda está aberta, e até o prazo final muita coisa pode mudar.
Quinho também evitou fechar portas. Disse manter diálogo com o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, e também com Angelo Coronel, lembrando a parceria com o deputado Diego Coronel em várias cidades. É o velho manual: ninguém rompe com todo mundo ao mesmo tempo — especialmente quando o interior é o fiel da balança.
Sobre o Senado, ele foi cirúrgico: cravou apoio “incondicional” a Rui Costa para uma das vagas, mas segurou a outra na gaveta. Disse que só define depois que os nomes estiverem formalizados, porque, na política, compromisso sem chapa formada é rascunho.
Em resumo: Quinho fez o que a base faz quando se sente desprestigiada — levantou o preço, colocou o recibo em cima da mesa e avisou que, sem compensação, o PSD pode repensar o lugar onde está.































