O senador Angelo Coronel (PSD) já teria definido, segundo amigos e aliados, a estratégia que pretende adotar para 2026: observar primeiro com quem ACM Neto (União Brasil) vai se alinhar nacionalmente e, principalmente, se conseguirá sustentar a dianteira nas intenções de voto até mais perto da eleição.

A lógica é simples — e antiga na política: ninguém pula para um barco que pode virar. Se Neto se consolidar como líder e mostrar fôlego eleitoral, Coronel avaliaria embarcar de vez no projeto do ex-prefeito de Salvador para o governo da Bahia.

Mas, se o senador enxergar risco de queda de Neto ou um cenário instável, a alternativa já estaria desenhada: permanecer no grupo governista e aceitar a proposta de disputar uma vaga de deputado federal. Nesse roteiro, o filho, o deputado federal Diego Coronel, entraria como peça-chave, podendo ser indicado para vice na chapa majoritária. E, como bônus estratégico, o grupo trabalharia para assegurar a eleição de Angelo Filho à presidência da Assembleia Legislativa.

Em resumo: Coronel não está indeciso. Está aguardando o mercado — e, na política, o mercado se chama pesquisa.