Caso o deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) seja mesmo indicado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para ocupar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o espólio político do parlamentar já tem destino certo: ficará nas mãos do irmão, o médico Daniel Alencar.
A movimentação confirma o plano de renovação interna do grupo liderado pelo senador Otto Alencar (PSD), que comanda o partido na Bahia e construiu, ao longo das últimas décadas, uma base eleitoral robusta em diversas regiões do estado. A “herança política” de Otto Filho – votos, alianças e espaços construídos – deverá ser gradualmente transferida para Daniel, caso se confirme a ida do deputado para a corte de contas.
A informação sobre essa redistribuição de capital eleitoral dentro da família Alencar foi confirmada pelo próprio Otto Filho, na noite de segunda-feira (1º). Nos bastidores da entrevista concedida ao apresentador Casemiro Neto, o deputado confirmou à coluna que o irmão Daniel é o nome pensado para assumir seu lugar no tabuleiro político, caso o processo avance.
Nos meios políticos, a possível indicação de Otto Filho ao TCE é vista como mais um movimento de fortalecimento do PSD no eixo institucional e, ao mesmo tempo, de manutenção da influência da família Alencar nas urnas, agora com a provável entrada de Daniel no jogo eleitoral. Resta saber como a base de prefeitos, vereadores e lideranças regionais reagirá à transição e se o médico terá fôlego para herdar – e sustentar – o legado construído pelo irmão nas últimas eleições.