Rachadinha, essa velha conhecida da política brasileira, resolveu dar as caras em Itarantim. Quem puxou o fio foi a professora Marília Eliote Leal, exonerada do cargo de coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação na semana passada.
]
Na Tribuna Livre da Câmara de Vereadores, nesta semana, ela não economizou palavras: acusou a Prefeitura de manter um esquema de devolução de salários – a famosa rachadinha – e ainda contou que o prefeito Fábio Gusmão(PSD), teria pedido para “abafar o caso”. Não queria escândalo na gestão, teria sido a preocupação dele.

Marília falou por cerca de dez minutos. O suficiente para deixar o plenário em silêncio e o ambiente político de orelha em pé. Não se limitou ao microfone da Câmara: avisou que já levou tudo ao Ministério Público, que agora terá de dizer se enxerga ali fumaça bastante para abrir fogo de investigação.

Detalhe nada irrelevante: a exoneração da professora foi oficializada pelo Decreto nº 0136/2025, publicado no Diário Oficial do Município na quinta (6). Primeiro, ela sai do cargo. Depois, sobe à tribuna e desmonta, em praça pública, a imagem de tranquilidade administrativa que a gestão tenta vender.

Do lado da Prefeitura, por enquanto, silêncio absoluto. Nenhuma nota, nenhuma explicação, nenhum desmentido. Também não se sabe quem ocupará a coordenação pedagógica deixada por Marília.

A denúncia tem tudo para agitar os bastidores de Itarantim. Se o Ministério Público enxergar material para investigação e confirmar parte do que foi dito, o caso deixa de ser apenas “fala de exonerada” e passa a ser problema real para o governo municipal.

Até lá, fica a pergunta que não quer calar em Itarantim:
se não há nada de errado, por que tanto medo do escândalo?