O deputado federal Valmir Assunção (PT) entrou de vez no jogo da sucessão estadual. Um dos principais quadros do PT ligado ao MST, o parlamentar tem se movimentado para fortalecer seu grupo político e garantir espaço na Assembleia Legislativa em 2026.

Assunção decidiu apostar alto: vai bancar três candidaturas femininas de peso — Rowenna Brito, Fabya Reis e Lucinha do MST — cada uma representando um braço da militância petista e dos movimentos sociais.

Rowenna Brito, secretária estadual de Educação, é o nome técnico do grupo, com atuação destacada na gestão Jerônimo Rodrigues e trânsito entre prefeitos e sindicatos. Fabya Reis, ex-secretária de Promoção da Igualdade Racial e candidata a vice-prefeita de Salvador em 2024, simboliza o discurso da diversidade e da representatividade negra dentro do PT. Já Lucinha do MST, atual suplente de deputada estadual.

Nos bastidores, o movimento é visto como uma estratégia de ocupação de território. O deputado quer ampliar sua influência na AL-BA e, ao mesmo tempo, consolidar o protagonismo do grupo ligado ao MST e à esquerda social dentro do partido.

Como costuma dizer um aliado, “Valmir não joga para perder — ele planta liderança como quem planta feijão: de três sementes, uma sempre brota.”

No tabuleiro petista, o recado está dado: Valmir Assunção não quer apenas participar da eleição. Quer eleger, projetar e permanecer como uma das vozes mais orgânicas do PT baiano.