O clima azedou de vez entre o prefeito de Caravelas, Dr. Adauto, e o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo fontes ouvidas pela coluna, o chefe do Executivo municipal está muito próximo de romper politicamente com o governador, após meses de descaso, silêncio e falta de retorno do Governo do Estado.
A situação já ultrapassou os bastidores. Projetos paralisados, demandas ignoradas e nenhum sinal de investimento estadual no município acenderam o alerta no gabinete de Dr. Adauto, que, sem apoio institucional, se vê forçado a buscar novos caminhos políticos para garantir recursos e manter a cidade funcionando.
A tensão se agravou após os embates com o ex-prefeito Silvio Ramalho, que deixou a prefeitura sob duras críticas. Dr. Adauto afirma ter herdado uma cidade à beira do colapso: salários atrasados, frota sucateada, farmácia sem remédio e mais de R$ 10 milhões em dívidas. Silvio, por sua vez, rebateu com vídeos e extratos, alegando que deixou as contas equilibradas.
Mas enquanto o duelo entre ex e atual prefeito segue quente, o que realmente preocupa é o abandono do Governo do Estado. A prefeitura suspendeu o envio de novos projetos ao Estado, e a sensação nos bastidores é de que Caravelas virou paisagem no retrovisor do governo petista.
O Extremo Sul da Bahia segue como uma das regiões mais promissoras do estado — com força no turismo, na pesca, na agricultura — mas sem articulação política à altura. E Caravelas, agora, caminha para se tornar símbolo do esgotamento dessa relação entre prefeituras e um governo estadual que, nos bastidores, parece tratar aliados como descartáveis.
Com a aproximação das eleições, Dr. Adauto deve mesmo romper com Jerônimo, e já há conversas em curso com grupos que garantam o que a cidade precisa: respeito, parceria e recursos.
Como dizem por lá: Caravelas cansou de esperar. E quem tem voto, não aceita só promessa.