A população de Ilhéus tem acompanhado, nas últimas semanas, o impasse na negociação salarial entre a Prefeitura e a APPI. O governo municipal colocou sobre a mesa uma proposta que cumpre o piso nacional do magistério, com um reajuste de 6,27% no salário dos professores, e teve o “sim” da categoria.

No entanto, a principal discordância gira em torno do percentual para os não docentes, que, assim como o restante do funcionalismo público, receberam a proposta de 5,53%. Isso desagradou o grupo e levou o sindicato a aprovar uma paralisação de 24 horas na sexta-feira (04).

Mas o que deveria ser uma discussão séria sobre valorização profissional, virou palco para interesses eleitorais. Uma vereadora de oposição tem conduzido a situação para fazer palanque político, tentando jogar categoria e população contra o governo. Ela ignora que este é o primeiro ano de mandato e que a cidade foi entregue em frangalhos, com problemas graves em todas as áreas. Ainda assim, foi garantido um reajuste para os servidores. A expectativa geral de meses atrás era que não haveria aumento algum.

O que se vê é uma tentativa clara de transformar a pauta dos servidores em arma política. Quem perde com isso são as crianças, os pais e os próprios professores.

A paralisação de sexta não será a única. Tudo indica que novas paralisações virão, e até uma greve está no horizonte. Caso isso se confirme, o calendário será prejudicado, os estudantes ficarão sem aula, e a conta será paga com reposição em janeiro, atrapalhando também o início do próximo ano letivo.

É esse realmente o caminho que a categoria quer seguir? Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.