Rodrigo Hagge com o casal Roma na exposição de Itapetinga.
De olho em 2026, o ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, está em campo — mas ainda sem time definido. Sabendo que não terá legenda no MDB caso insista em apoiar ACM Neto (União Brasil), Hagge passou a semana em Salvador com um velho aliado de todos os candidatos sem mandato: a calculadora eleitoral.
Na mira, duas legendas: União Brasil e PL. No primeiro, a matemática não joga a favor. Com linha de corte estimada em mais de 50 mil votos, a sigla é considerada pouco viável para quem está fora dos holofotes e sem mandato. No cenário atual, seria como tentar subir a Serra do Marçal de patins.
Já no PL, o cenário é mais promissor. O partido de Jair Bolsonaro pode ter uma linha de corte na casa dos 40 mil votos, o que torna o desafio menos hercúleo — embora ainda distante de confortável. Hagge visitou a sede do partido e sonda espaço para viabilizar sua candidatura à Assembleia Legislativa da Bahia.
A movimentação revela duas coisas: primeiro, que Hagge não pretende ficar de fora da disputa de 2026. Segundo, que o MDB baiano segue firme na política de isolamento de quem ousa contrariar sua estratégia estadual — que passa longe de Neto.
Enquanto isso, Rodrigo segue contando: votos, partidos e possibilidades. Porque, na Bahia, eleição começa muito antes do calendário oficial — e termina bem depois da última apuração.