BAHIA: DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA ISOLA WAGNER E ACIRRA GUERRA PELO CONTROLE DO PARTIDO

A eleição para a presidência estadual do PT da Bahia tem provocado um racha interno e exposto o isolamento do senador Jaques Wagner dentro da legenda. Nos bastidores, Wagner tem se empenhado para manter o controle da sigla, tentando emplacar um nome de sua confiança para a direção partidária. Mas a resistência é crescente, e a movimentação tem gerado forte reação de outras alas do partido.
O ponto mais sensível da crise é a pré-candidatura de Lucas Reis, atual chefe de gabinete de Wagner, que pretende disputar uma vaga de deputado federal em 2026. Parlamentares e pré-candidatos petistas demonstram desconforto com o estilo agressivo de Lucas e temem que a permanência do grupo de Wagner no comando estadual resulte em privilégios na distribuição do fundo eleitoral, favorecendo diretamente sua campanha.
“O receio é que o cofre do partido continue sob controle de Wagner, e isso turbine ainda mais a candidatura de Lucas Reis, enquanto os demais ficam à margem”, relatou uma fonte com acesso direto às articulações.
Diante desse cenário, a ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), que também é pré-candidata a deputada federal, tem liderado articulações para unificar as forças contrárias ao domínio de Wagner no partido. Segundo apuração do site, a movimentação de Moema pode resultar numa frente que represente cerca de 65% dos filiados do PT na Bahia, o que colocaria em xeque o atual controle do senador.
A disputa interna revela uma batalha pelo poder que vai além da direção partidária: está em jogo quem comandará os recursos e as estratégias do PT na eleição de 2026. E, pelo visto, o clima entre os petistas promete esquentar ainda mais nos próximos meses.


































