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A pouco mais de um ano do processo sucessório municipal, Ilhéus já está sendo tomada pelos chamados palanques eleitorais. Não há nenhum problema em mostrar interesse para ocupar a cadeira do poder Executivo. O demérito da oposição ao atual governo municipal consiste justamente na fragmentação dos grupos. Não existe unidade política vocacionada e forte para “derrubar” o projeto de desenvolvimento instaurado na cidade desde 2017.

Os mais lúcidos compreendem, portanto, que o trabalho precisa ser executado em prol da população, cujo entendimento está acima dos interesses de uma minoria “especuladora”. O professor Reinaldo Soares, conhecido como Reinaldo do Ibec, foi convidado para assumir uma secretaria no governo municipal.

Ao acenar para o grupo comandado pelo prefeito Marão, Reinaldo abandona uma “aliança” indefinida, que apesar de contar com nomes conhecidos, não possui o principal: coesão política.

O sinal positivo dado pelo professor, por sua vez, não diz respeito apenas ao convite “sedutor”, mas antes à aprovação de uma gestão agregadora, que não se envaidece por todo prestígio alcançado até aqui. A união de propósitos chega a ser uma verdadeira mudança de paradigma, um campo aberto às novas oportunidades.

A virtude nos conduz ao essencial e a essência está nas pessoas. Se depender dos semelhantes, o poder agregador vai desafiar em muito a oposição política.