Targino Machado (3)

Na última semana, no Diário Oficial do Município, a prefeitura de Feira de Santana, que hoje tem como gestor Colbert Martins, confirmou um novo contrato com a Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Mutuípe, para serviços na área de saúde, e mais dois aditivos com a mesma empresa, com valores que passam dos quarenta e cinco milhões de reais.

E em tempos de economia em decorrência da Pandemia do Coronavírus, a gestão do município resolveu continuar ‘remando contra a maré’, e, claro, com o dinheiro público. Através do Diário Oficial, também, a prefeitura da Princesa do Sertão firmou um novo aditivo de contrato com a Cooperativa de Trabalho em Apoio Técnico Operacional (Coopersade) no valor de R$ 57.419.813,65.

O que assusta é que esse contrato, que teve início em janeiro de 2016, tinha um valor de R$ 11.879.436,4 – um acréscimo de mais de quarenta e cinco milhões.

E para completar, apesar dos vultuosos valores, a Coopersade ainda não pagou os salários dos seus colaboradores do mês de março, como denunciou o deputado estadual Targino Machado, que pediu intervenção do Ministério Público de Feira de Santana e da Câmara dos Vereadores para com esses novos contratos.

“Não posso me calar diante de tantos malfeitos que estão acontecendo com a prefeitura de Feira de Santana. Não entendo o motivo dessa cooperativa, com tanto dinheiro, ainda não pagou o salário dos cooperados do mês de março. Cadê o dinheiro? Na última semana, já havia denunciado outros contratos da prefeitura com uma empresa de fachada da cidade de Mutuípe. Fico tonto de ver tantos números. Somado esses recentes contratos, chegamos ao valor de mais de cento e quatro milhões. Onde está o Ministério Público de Feira de Santana? Onde está a Câmara dos Vereadores? Esse prefeito está com muita sede, mas acho que não é de água. O prefeito fala em nova política. Que nova política é essa? Cara de pau”.