Nesta semana ficou explicita o clima de tensão entre a prefeitura de Itabuna e a Santa Casa de Misericórdia. A relação já estava desgastava e se agravou após a publicação de notas na imprensa.
A Santa Casa informou que a prefeitura tem um débito com a entidade no valor de R$27.372.000,00 (VINTE E SETE MILHÕES, TREZENTOS E SETENTA E DOIS MIL REAIS) em atendimentos prestados e não pagos, equivalente ao período histórico de 2008 a 2016.
E na atual gestão, o déficit é de R$ 3.965.595,43 (TRÊS MILHÕES NOVECENTOS E SESSENTA E CINCO MIL QUINHENTOS E NOVENTA E CINCO REAIS E QUARENTA E TRÊS CENTAVOS), referente ao funcionamento de alguns serviços, entre os quais o Hospital São Lucas, inadimplência que contribuiu sobremaneira para a suspensão do atendimento daquela Unidade Hospitalar em 2018.
A PREFEITURA REBATEU:
Não bastasse o crédito que a Santa Casa alega cobrar judicialmente ser derivado de período de outras gestões e estar tramitando na justiça, onde o Município comprova o pagamento de todos os serviços executados pela SCMI juntando Nota Fiscal e respectivo extrato de pagamento, ressalta que sua existência ainda depende de provimento judicial. É valioso destacar também, que são igualmente falsas as acusações da SCMI, em relação a atual gestão, do que existe débito no valor de R$ 3.965.595,43, e que não lhe foi repassada emenda parlamentar de custeio no valor de R$ 1,5 milhão, pois, em verdade, tanto a referida emenda parlamentar, devidamente repassada, quanto todos os serviços prestados pela Santa Casa desde 01 de Janeiro de 2017 foram quitados até a presente data, haja vista que a SCMI vem recebendo mensalmente do Município de Itabuna valor correspondente a 49,5% do valor da plena municipal (R$ 4.295.085,20 de um total de R$ 8.688.613,90), além de já ter recebido, só neste ano de 2019, R$ 4.600.000,00 de repasses de emendas parlamentares.
O atual gestor, Fernando Gomes Oliveira, ao longo de seus mandatos foi quem mais fez em prol da SCMI, enviando projeto de lei para a Câmara Municipal, isentando por 10 (dez) anos a SCMI do pagamento da conta de consumo de água, pagou 60% do valor utilizado para a construção do pronto-socorro do Hospital Calixto Midlej Filho e arcou, ainda, com o pagamento do débito histórico que a SCMI tinha nos idos de 1977, o que na época representou algo em torno de 620 milhões de cruzeiros, tendo mais serviços prestados àquela instituição que alguns que dela se serve.
Aliás, a Santa Casa atualmente é inadimplente da EMASA em cerca de R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais), referentes as contas de água consumidas e não pagas, enquanto que o Hospital de Base vem cumprindo com sua obrigação.
Nas gestões do atual gestor se edificou também o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e a Maternidade Ester Gomes, que demonstram a prioridade sempre dada à saúde da população.