• Somos todos seres sociáveis e políticos. Distinguir uma característica da outra é tarefa difícil, inclusive. Talvez até impossível. E foi pensando nisso que nasceu esta coluna aqui, a convite do amigo e blogueiro João Matheus.
• Permitam-me uma singela apresentação: sou Manuela, mas me chamam de Manu e confesso que gosto mais. Baiana, publicitária e produtora de eventos. Não escolhi a comunicação, foi ela quem me escolheu, através da passagem, ao longo dos anos, pelo jornal impresso, revista e TV. Sou, também, uma desbravadora deste mundo virtual. Quando cheguei por aqui era tudo mato, e tenho noção que ajudei a capinar, se me permitem o trocadinho. A troca que esse universo permite é única. Só é preciso uma dose diária de cuidados para não surtar.
• Sou apaixonada por gente e uma observadora do comportamento humano. Entendo, nos meus achismos todos, que a nossa convivência em massa nos transforma em seres instintivamente políticos, ainda que muitos achem o máximo bradar por aí que não gostam da política em si. Morro um pouquinho por dentro sempre que escuto essa frase. Quem seremos nós se todos pensarem assim, afinal? Para onde iremos? Somos passageiros de uma nave louca chamada vida, e é a Fé em Deus e a organização disso tudo que nos sustenta de pé!
• Mas a politicagem existe. Com força. E atravanca os caminhos. Emperra as portas do desenvolvimento. A esses, o ostracismo e o anonimato. Aos desenvolvedores do mundo, o poder da voz e dos feitos. E a confiança demonstrada, inclusive, através do voto (desde que o mundo é mundo, afinal!).
• Mas são tempos difíceis para o bom senso, porém oportunos para grandes revoluções. Democratizaram a voz através das redes sociais. Os coronéis das urnas não gostam, mas seguem aprendendo a engolir. Observo muitos pelejando, tentando transformar a própria imagem, reinventando a forma de falar com a massa. São tempos difíceis para os farsantes também. Não há Photoshop que transforme caráter e sensatez.
• Estarei por aqui às quintas-feiras. Diretíssima. São tempos decisivos para as mulheres. Estamos “na moda”, mas desde que não signifiquemos ameaça. A política exige uma cota delas nos partidos, mas a politicagem quer controlar seu espaço. “Vamos lá, vamos inserir a mulherada, mas vamos medir exatamente o poder delas!”. Só observo. Me lembra muito uma frase que vejo por aí, que diz que o mundo tem mesmo medo de mulheres que voam, sejam elas bruxas, sejam elas livres!
Seja bem vinda, Manu.
Sou muito seu fã. Serei assíduo leitor da sua coluna.
Sucesso.