Números da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mostram que 225 mil empregadores têm dívidas relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A dívida total soma R$ 32 bilhões e atinge mais de 8 milhões de trabalhadores.
Segundo levantamento feito pelo G1 com dados da PGFN, as 20 empresas com as dívidas mais altas somam cerca de 7% do valor total atrasado que é devido ao FGTS, com R$ 2,302 bilhões. A maior parte delas está falida ou em recuperação judicial, como Varig, Vasp, Busscar Ônibus, Sociedade Universitária Gama Filho e Laginha Agroindustrial.
Na lista das 20 maiores dívidas, a maior é a da Varig, com R$ 606,5 milhões em atraso, seguida pela Vasp, com quase R$ 159 milhões pendentes. Há ainda um órgão público na lista dos 20 maiores devedores: o município de Itabuna (BA).
O atual prefeito Fernando Gomes, sem partido, tem declarado que procura uma renegociação para regularizar essa situação: “ Peguei a prefeitura falida, os dois ex-prefeitos destruíram a cidade e não pagaram o parcelamento que deixei feito”, declarou Fernando.
Varig R$ 606,5 milhões
Vasp R$ 158,8 milhões
Associação Sociedade Brasileira de Instrução (Asbi) R$ 130 milhões
Sociedade Universitária Gama Filho R$ 125,7 milhões
Laginha Agroindustrial R$ 118,8 milhões
Correios R$ 113,8 milhões
TV Manchete R$ 102,5 milhões
Eletropaulo R$ 94,5 milhões
Smar Equipamentos Industriais R$ 91,6 milhões
Teka Tecelagem Kuehnrich R$ 86,8 milhões
Busscar Ônibus R$ 84,7 milhões
Associação de Ensino Superior de Nova Iguaçu R$ 82 milhões
Município de Itabuna (BA) R$ 74,9 milhões
Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa) R$ 65,5 milhões
Usina Central Paraná R$ 63,6 milhões
Sata Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo R$ 63,4 milhões
Zihuatanejo do Brasil Açúcar e Álcool R$ 62,6 milhões
Bloch Editores R$ 62,2 milhões
Sociedade Educacional Tuiuti (Set) R$ 61,4 milhões
Leão Irmãos Açúcar e Álcool R$ 52,9 milhões
Total R$ 2,3 bilhões