Segundo turno deste domingo coloca em lados opostos dois projetos políticos e pode representar a última eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou não pretender disputar novos pleitos.

O Brasil vai às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República. A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), representante do campo bolsonarista, acontece em um cenário de forte polarização política e pode marcar um capítulo histórico na política brasileira.

Aos 80 anos, Lula concorre ao quarto mandato presidencial. Ele governou o país entre 2003 e 2010 e retornou ao Palácio do Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Esta eleição, no entanto, pode representar o encerramento de sua trajetória eleitoral. Em declaração feita no dia 19 de outubro, durante um ato de campanha em Porto Alegre, Lula afirmou que a disputa de 2026 seria sua última eleição. A fala reforça a possibilidade de que, independentemente do resultado deste domingo, o país esteja diante da última candidatura do petista às urnas.

O cenário também tem um componente geracional. Caso seja reeleito, Lula iniciará um novo mandato aos 80 anos, com a possibilidade de concluir o período presidencial próximo dos 85. Se perder, poderá deixar a Presidência em janeiro de 2027, encerrando seu atual ciclo no comando do país.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro, de 45 anos, disputa pela primeira vez a Presidência da República. Senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele busca consolidar o projeto político bolsonarista e conquistar o comando do Executivo federal.

No primeiro turno, Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença relativamente pequena deixou a decisão para o segundo turno.

A votação deste domingo vai além da escolha de um presidente. O resultado poderá influenciar os rumos da economia, das políticas sociais, da segurança pública e das alianças políticas nacionais, além de redefinir o futuro das forças políticas que protagonizam a disputa.

Independentemente de quem vencer, a eleição de 2026 tem potencial para entrar para a história: pela possibilidade de um novo ciclo político sob a liderança de Flávio Bolsonaro ou pela reeleição de Lula para um quarto mandato presidencial, em uma disputa que o próprio petista afirmou ser a última de sua trajetória eleitoral.