BAHIA: FALTA DE CANDIDATOS A FEDERAL PRESSIONA TÁSSIO BRITO

A cúpula do PT da Bahia acendeu o sinal de alerta na montagem da chapa de deputado federal para 2026. Nos bastidores, a avaliação é de que o partido está com dificuldade para atrair nomes competitivos — e isso pode custar caro na conta final do quociente eleitoral.
Uma fonte resumiu o clima assim: em 2022, o PT colocou uma tropa maior na rua e saído com bancada robusta; agora, até a semana passada, a lista interna ainda seria bem mais enxuta — algo em torno de 14 pré-nomes circulando — número considerado baixo para um partido que quer brigar por espaço e não apenas “se defender” na eleição proporcional.
O problema é que, na proporcional, não existe milagre: sem volume de candidaturas com densidade, a chapa perde musculatura, o puxador fica sozinho e o partido corre o risco de ver a bancada encolher — justamente num momento em que a disputa por voto e estrutura está mais agressiva.
No centro da pressão está o presidente estadual, Tássio Brito, que já virou alvo de críticas internas. Primeiro, pelo desgaste após o evento com a presença de Lula em Salvador, que rendeu comentários sobre mobilização e presença de aliados. Agora, a cobrança migrou para o “varejo” da política: a engenharia da chapa proporcional — quem entra, quem fica, quem topa a disputa e quem prefere procurar abrigo em outras legendas.
Na prática, a direção estadual tem duas missões urgentes: encher a chapa com nomes viáveis e evitar dispersão. Porque, como se diz no bastidor, “na proporcional, a calculadora não perdoa”






































