Em um momento decisivo da geopolítica global — quando os BRICS+ deixam de ser apenas um bloco econômico para se consolidarem como um verdadeiro laboratório de novos modelos de governança internacional — um nome brasileiro passa a ganhar destaque fora do eixo tradicional da diplomacia: Jeffiton Ramos.
Ele se torna o único advogado baiano nomeado Diplomata para o BRICS+ pelo CAESE|CEAEDD, prestigiado think tank franco-brasileiro com atuação entre o Brasil e a França.
A nomeação, anunciada em Paris, marca a entrada do jurista baiano em um dos debates mais estratégicos da atual reorganização global, em que ciência, inovação, regulação técnica e cooperação institucional assumem papel tão relevante quanto os tradicionais acordos políticos entre Estados.
A ascensão de Jeffiton Ramos a esse espaço de rara visibilidade internacional resulta da combinação entre experiência jurídica sólida, domínio econômico e uma visão estratégica singular sobre o papel do Brasil e do Sul Global no século XXI.
Em entrevista publicada pelo CAESE|CEAEDD na Revue Française du CEAEDD (https://revuefrancaiseduceaedd.org/interview/), Jeffiton é categórico ao afirmar que “os BRICS+ não são mais um grupo de países emergentes”. Segundo ele, o bloco passou a operar como um ecossistema de inovação e investimento, capaz de oferecer alternativas à dependência estratégica tradicional e de funcionar como um espaço onde o futuro da economia mundial está sendo testado e redesenhado.
Com mais de 30 anos de atuação entre o Direito, as finanças e o mercado global de commodities, somados a uma trajetória internacional que envolve Europa, África e Oriente Médio, Jeffiton consolidou uma leitura aprofundada sobre geopolítica econômica, cadeias produtivas, energia e infraestrutura global. Essa visão integrada, aliada a uma compreensão técnica da governança multipolar, foi fator determinante para sua escolha pelo CAESE|CEAEDD.
Ainda segundo Ramos, os BRICS+ tornaram-se um espaço privilegiado de produção de alternativas econômicas e tecnológicas ao sistema internacional tradicional. A expansão do bloco, projetada especialmente para o período de 2025 a 2030, reflete uma tendência global clara: a busca por menor dependência geopolítica e maior autonomia regulatória.
Nesse contexto, o Brasil assume um papel singular dentro dos BRICS+: o de mediador estratégico, sustentado por sua relevância ambiental, energética e diplomática. É justamente nessa posição que a nomeação de Jeffiton Ramos ganha dimensão internacional, uma vez que sua atuação está diretamente conectada aos temas que hoje concentram os principais debates da geopolítica e da economia global.
No centro desse movimento está uma nova forma de geopolítica — menos baseada em poder militar e mais estruturada em tecnologia, capital, energia e regulação. Esse cenário ajuda a explicar tanto a crescente relevância dos BRICS+ quanto o interesse de novos países em integrar o bloco, consolidando-o como um dos polos centrais da ordem internacional em formação.