Em meio aos preparativos para as eleições municipais, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), estuda uma reforma administrativa que deve impactar diretamente seu primeiro escalão. A movimentação visa ajustar a máquina estadual às novas configurações políticas e fortalecer alianças estratégicas para a continuidade de sua gestão.

Um dos destaques na possível reorganização é o espaço que o Partido Progressista (PP) pode ganhar no governo estadual. Conhecido pelo peso político que carrega e pela atuação junto a uma base de prefeitos e deputados, o PP é cotado para ocupar cargos relevantes no executivo baiano. A entrada do PP, no entanto, deve ocorrer com um custo: é possível que o governador diminua o espaço do MDB na composição do governo, em uma reestruturação que visa dar mais capilaridade à administração estadual.

Outro partido que emerge como força significativa é o Avante, que saiu fortalecido das eleições municipais, conquistando 60 prefeituras, tornando-se o segundo maior partido da base aliada. Esse crescimento fortalece as reivindicações do Avante por uma presença ampliada no governo estadual, com indicações que reflitam sua influência política atual.

Além desses partidos, o governador também mira o Republicanos como uma força estratégica a ser agregada à sua base. As movimentações visam, em última análise, consolidar o governo com uma aliança mais robusta, ampliando o apoio político para as iniciativas estaduais e criando uma base sólida para possíveis desafios futuros.

Com essas mudanças, Jerônimo Rodrigues busca garantir um governo mais coeso, capaz de responder às demandas dos municípios e dar suporte aos aliados, considerando o cenário político atual e a necessidade de alinhamento para os próximos anos.