
{"id":8351,"date":"2010-06-08T22:12:50","date_gmt":"2010-06-09T01:12:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.politicosdosuldabahia.com.br\/v1\/?p=8351"},"modified":"2010-06-08T22:12:50","modified_gmt":"2010-06-09T01:12:50","slug":"investigar-as-razoes-de-voto-e-fundamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.politicosdosuldabahia.com.br\/v1\/2010\/06\/08\/investigar-as-razoes-de-voto-e-fundamental\/","title":{"rendered":"INVESTIGAR AS RAZ\u00d5ES DE VOTO \u00c9 FUNDAMENTAL!"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">1. As pesquisas eleitorais s\u00e3o reiterativas sobre inten\u00e7\u00e3o de voto. Deveriam servir para que as equipes de campanha avaliassem as raz\u00f5es -positivas e negativas- que levam os eleitores a decidir votar. N\u00e3o \u00e9 um processo simples. Essas perguntas n\u00e3o s\u00e3o \u00f3bvias. A pesquisa qualitativa -de muito dif\u00edcil avalia\u00e7\u00e3o- \u00e9 quase sempre tratada com a mesma \u00f3tica da pesquisa quantitativa. Os institutos que as fazem querem tirar conclus\u00f5es sobre probabilidade de voto e destacar uma ou outra express\u00e3o a ser usada pela campanha ou respondida. Uma utilidade seria preparar perguntas para as pesquisas quantitativas e, com esta combina\u00e7\u00e3o, tirar conclus\u00f5es.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\n2. Mas h\u00e1 outra quest\u00e3o ainda mais complexa. Se o eleitor atribui a um candidato qualidades maiores que as do outro, deve-se perguntar se \u00e9 esta uma raz\u00e3o de voto. O Datafolha listou atributos e pediu que o eleitor indicasse o candidato que mais se aproxima deles. Destacou o candidato da oposi\u00e7\u00e3o como o mais experiente, inteligente, realizador, preparado para ser presidente, pr\u00f3ximo aos ricos&#8230; J\u00e1 na candidata do governo, destacou ajudar os pobres e as mulheres, embora entre as mulheres ela perca na inten\u00e7\u00e3o de voto. E 18% dizem que a candidata verde defender\u00e1 os pobres, embora tenha quase a metade disso em inten\u00e7\u00e3o de voto. O eleitor tende a fazer o voto \u00fatil e, mesmo que priorize esse atributo, tende a n\u00e3o transformar isso em voto se ela n\u00e3o tiver chance.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\n3. Esses pontos s\u00e3o importantes, mas n\u00e3o necessariamente decidem o voto. As equipes de campanha devem analisar qual \u00e9 a agenda vencedora no imagin\u00e1rio do eleitor.  Um caso cl\u00e1ssico \u00e9 o da primeira elei\u00e7\u00e3o de Clinton a presidente. Numa lista de 40 quest\u00f5es, Clinton s\u00f3 vencia em uma: a economia. Sua equipe de campanha a testou como raz\u00e3o de voto e surpreendeu-se com a correla\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed, nas reuni\u00f5es com os multiplicadores de campanha, Carville (coordenador de comunica\u00e7\u00e3o) gritava: &#8220;\u00c9 a economia, est\u00fapido!&#8221;. E foi.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\n4. A raz\u00e3o de voto pode ser positiva ou negativa. As ruas funcionam como uma pesquisa qualitativa. Uma mesma express\u00e3o usada em tr\u00eas pontos completamente diferentes de uma cidade quase sempre significa que dezenas de milhares de pessoas pensam da mesma maneira. Em seguida, deve-se avaliar se \u00e9 raz\u00e3o de voto e ent\u00e3o incluir em uma pesquisa quantitativa.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\n5. \u00c9 esse estudo (que j\u00e1 deveria ter sido feito pelas campanhas) de investiga\u00e7\u00e3o das duas ou tr\u00eas raz\u00f5es de voto que construir\u00e1 a agenda a ser priorizada na comunica\u00e7\u00e3o via m\u00eddia e, principalmente, na comunica\u00e7\u00e3o direta, nas ruas e reuni\u00f5es, de forma a acelerar os fluxos de &#8220;opinamento&#8221; -a favor de si e contra o advers\u00e1rio.<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><br \/>\nTrecho da coluna de Cesar Maia, na Folha de SP (05).<\/span><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. As pesquisas eleitorais s\u00e3o reiterativas sobre inten\u00e7\u00e3o de voto. Deveriam servir para que as equipes de campanha avaliassem as raz\u00f5es -positivas e negativas- que levam os eleitores a decidir votar. 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