
{"id":65728,"date":"2014-03-18T21:29:37","date_gmt":"2014-03-19T00:29:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.politicosdosuldabahia.com.br\/v1\/?p=65728"},"modified":"2014-03-18T18:31:16","modified_gmt":"2014-03-18T21:31:16","slug":"nao-podemos-esperar-um-seculo-para-atingir-niveis-desejaveis-de-receita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.politicosdosuldabahia.com.br\/v1\/2014\/03\/18\/nao-podemos-esperar-um-seculo-para-atingir-niveis-desejaveis-de-receita\/","title":{"rendered":"N\u00c3O PODEMOS ESPERAR UM S\u00c9CULO PARA ATINGIR N\u00cdVEIS DESEJAVEIS DE RECEITA"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-65578\" alt=\"we\" src=\"http:\/\/www.politicosdosuldabahia.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/we.jpg\" width=\"340\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/www.politicosdosuldabahia.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/we.jpg 340w, https:\/\/www.politicosdosuldabahia.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/we-300x285.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Por Wenceslau Augusto dos Santos Junior.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">O principal problema a ser enfrentado pelos munic\u00edpios do G100, entre eles Itabuna e Ilh\u00e9us \u00e9 a baixa receita per capita.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Segundo os estudos realizados pela Frente Nacional de Prefeitos, no ritmo que as coisas andam, seriam necess\u00e1rios 100 anos para que os munic\u00edpios do G 100 possam igualar a sua receita per capita aos demais munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o acima de 80 mil habitantes.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Embora a taxa de crescimento anual da receita corrente l\u00edquida dos G 100 tenha sido um pouco superior aos demais (2002-2011), os n\u00fameros ainda est\u00e3o muito distantes. Pelos dados de 2011 a receita corrente per capita dos munic\u00edpios do G 100 ficou em m\u00e9dia R$ 1.101,07, contra a m\u00e9dia R$ 2.236,99 dos demais munic\u00edpios acima de 80 mil habitantes.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">\u00c9 n\u00edtida a concentra\u00e7\u00e3o da receita dispon\u00edvel por esfera de governo. A Uni\u00e3o abocanha 56,62%, os Estados ficam com 25,09% e os Munic\u00edpios com m\u00edseros 18,29%. Se formos analisar a origem da arrecada\u00e7\u00e3o a coisa se agrava mais ainda vez que a uni\u00e3o arrecada 67,45%, os Estados 26,50% e os Munic\u00edpios, apenas, 6,05%. Tal dado deixa claro que, embora os munic\u00edpios necessitem melhorar a performance da arrecada\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, esta, est\u00e1 longe de ser a solu\u00e7\u00e3o para a fal\u00eancia dos munic\u00edpios. A solu\u00e7\u00e3o definitiva est\u00e1 na melhor reparti\u00e7\u00e3o do bolo tribut\u00e1rio nacional.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos tributos municipais terem um limite objetivo de amplia\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da sua pr\u00f3pria natureza, vez que os principais s\u00e3o IPTU e ISS, a estrutura obsoleta inviabilizam a efici\u00eancia.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">\nUm tra\u00e7o comum aos munic\u00edpios do G 100 \u00e9 a fragilidade da base econ\u00f4mica, em especial no que se refere ao processo de industrializa\u00e7\u00e3o e consequentemente uma popula\u00e7\u00e3o predominantemente de baixa renda.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A distribui\u00e7\u00e3o da Quota de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios no ICMS, vez que 75% do montante deste tributo \u00e9 repassado considerando o Valor Adicionado Fiscal (VAF), riqueza gerada localmente. Portanto, quanto mais industrializado o munic\u00edpio, gera mais riqueza e aumenta a sua quota de ICMS.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cotas de FPM, prevalece o car\u00e1ter redistributivo, refor\u00e7ando os munic\u00edpios menos populosos, nos quais a arrecada\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria \u00e9 pior do que os demais.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">O ICMS per capta do ano de 2011 demonstra a grande disparidade existente entre os munic\u00edpios do G 100 e os demais. S\u00e3o R$ 174,80 contra R$ 501,55 dos demais munic\u00edpios acima de 80 mil habitantes e R$ 413,31 a m\u00e9dia geral do total dos munic\u00edpios.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">O FPM per capita demonstra o outro fosso ao compararmos os munic\u00edpios do G100 aos munic\u00edpios com at\u00e9 10 mil habitantes. Enquanto o G 100 possui uma m\u00e9dia de R$ 227,15 os munic\u00edpios menores, por conta da pol\u00edtica compensat\u00f3ria chegam a uma m\u00e9dia de R$ 1.130,98.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Com a combina\u00e7\u00e3o dessas tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es, fica quase imposs\u00edvel gerir um munic\u00edpio como Itabuna. Receita pr\u00f3pria baixa, ICMS e FPM desproporcionais ao tamanho da popula\u00e7\u00e3o e problemas hist\u00f3ricos nas \u00e1reas de infra-estrutura, mobilidade, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, entre outros, n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil romper esse circulo vicioso.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">O grande desafio da gest\u00e3o de Vane consiste em qualificar, profissionalizar, modernizar e adotar novas tecnologias para melhorar a arrecada\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria; assegurar as condi\u00e7\u00f5es para atrair investimentos que agreguem valor aos produtos e remunerem bem a m\u00e3o-de-obra local; assegurar a qualifica\u00e7\u00e3o profissional e educa\u00e7\u00e3o de qualidade para os mun\u00edcipes; racionalizar mais ainda a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos e entrar de cabe\u00e7a na luta por um novo pacto federativo que assegure uma reforma tribut\u00e1ria democr\u00e1tica e uma distribui\u00e7\u00e3o mais justa do bolo tribut\u00e1rio nacional.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Wenceslau Augusto dos Santos Junior.<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Vice-prefeito e Secret\u00e1rio de Planejamento e Tecnologia de Itabuna-Ba<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Wenceslau Augusto dos Santos Junior. 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